Quando alguém afirma que um ponto possui altitude de x (125,432 m, por exemplo), a primeira pergunta deveria ser:
Altitude em relação a quê? Parece uma pergunta simples.
Mas é justamente aí que surgem muitos erros em projetos de engenharia, levantamentos topográficos e compatibilizações de dados.
Toda altitude precisa estar vinculada a uma superfície de referência.
Na geodésia, as duas mais comuns são:
📍 Altitude Elipsoidal (h)
Referenciada ao elipsoide matemático do sistema geodésico.
📍 Altitude Ortométrica (H)
Referenciada ao geóide, superfície associada ao campo da gravidade terrestre.
Por isso, um mesmo ponto pode possuir duas altitudes diferentes e ambas estarem corretas.
A relação entre elas é dada por:
h = H + N
Onde:
• h = altitude elipsoidal;
• H = altitude ortométrica;
• N = ondulação geoidal.

É importante lembrar que o GNSS determina inicialmente posições em relação ao elipsoide. Já a maioria das aplicações de engenharia trabalha com altitudes ortométricas, pois elas estão associadas ao comportamento físico da água e ao campo da gravidade. Por esse motivo, conhecer apenas o valor da altitude não é suficiente.
É necessário saber:
• qual superfície foi adotada;
• qual sistema de referência foi utilizado;
• e qual metodologia foi empregada para sua obtenção.
Na prática, muitos problemas altimétricos não nascem da medição. Eles surgem quando altitudes referenciadas a superfícies diferentes são comparadas como se fossem a mesma informação.
📐 Na engenharia de precisão, tão importante quanto saber a altitude é saber: Altitude em relação a quê?
Texto e imagem de Vinícius Kuczynski Nunes – LinkedIn
Link da publicação: https://www.linkedin.com/posts/vin%C3%ADcius-kuczynski-nunes-210b11167_altitude-em-rela%C3%A7%C3%A3o-a-qu%C3%AA-quando-algu%C3%A9m-share-7466161767208034304-m2Iy/?utm_medium=ios_app&rcm=ACoAACULrXYBuhd2G05U6vsYdAjfIvLMXNBdb6A&utm_source=social_share_send&utm_campaign=mail